Bom, já passou da hora de eu começar a preencher esse blog com pensamentos de uma garota que justo coube a ser eu...
Por onde começar...Minha história? A epopéia da minha vida? Ok...
Quebrando a rotina maresmenta de uma segunda-feira, em de março de 1987, um rapaz de 23 anos, magrelo, sonhador, cabeludo e tatuado, que morava com os pais ainda, ganhou sua primeira filha, uma menininha gorda, bochechuda, cabeluda e com olhos curiosos de turista, turista de fato neste mundo era. Essa garotinha não chorou ao nascer, talvez pensava que este mundo fosse fantástico, até que então, não se conteve quando levou um tapa do médico e, mal tinha chegado, sentiu na pele, literalmente, a dor e as lágrimas pela primeira vez. - Luciene, Bem-Vinda à Vida!
Criada pelo pai e os avós, essa pequena ariana filha única, surpreendia a todos com seus pequenos gestos e suas respostas inusitadas. Um dia sua avó que morria de medo de injeção e tinha pavor até mesmo de chegar perto de uma, levou com aperto no coração a pequena para tomar as vacinas infantis obrigatórias. Mesmo ouvindo os berros das outras crianças, antes e após a vacina, e vendo a aflição de sua avó aumentar a cada instante que a fila andava, até que então a garotinha a puxou pelo braço e disse: “- Vó, não precisa ter medo, fica aqui que eu vou lá sozinha. Te garanto que é só um ‘tique’, vou estar bem eu prometo”. E lá estava a garotinha de quase 4 anos na fila de vacinação esperando sua vez calmamente, gesticulando para sua vó um ok, principalmente quando ouvia gritos desesperados.
Bom, essa garotinha cresceu e certas coisas não mudam...
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